sexta-feira, 22 de julho de 2011

Phoebe Prince. Bullying leva adolescente ao suicídio

Phoebe Prince
Documentos da investigação revelam o sofrimento final da adolescente vítima de bullying que se suicidou nos EUA

Phoebe Prince, a garota americana de 15 anos que se matou nos EUA depois de sofrer incansáveis perseguições dos colegas, passou seus últimos dias com medo das garotas que a vinham ameaçando de espancamento.
Phoebe mudou-se da Irlanda para os EUA e ingressou na escola South Hadley High. Segundo declarações de alunos aos investigadores do caso, há várias semanas a garota vinha passando por uma tormenta emocional por ser chamada de “Irish slut” (a vadia irlandesa), dentre outros nomes, o que a deixava cada vez mais preocupada com as ameaças físicas anunciadas em alto e bom tom por colegas da escola. Phoebe disse a uma amiga que não era uma “garota durona” e que “não saberia brigar”, e a certa altura chegou a pedir que amigos ficassem ao seu redor enquanto ela caminhava pelo corredor da escola.
Os documentos foram preparados pelo promotor do Distrito Noroeste de Massachusetts para servir como base às acusações contra três estudantes de 16 anos. Eles trazem os primeiros relatos detalhados de abuso verbal e ameaças físicas que, segundo alegações dos promotores envolvidos no caso, foram sofridos por Phoebe até a tarde do dia 14 de janeiro de 2010– data em que ela chegou em casa chorando e se enforcou na escadaria.
Os documentos contêm evidências sugerindo que, nas semanas anteriores ao suicídio, alguns professores e diretores da escola tinham conhecimento do assédio e simplesmente não tentaram interrompê-lo, alegação que gerou controvérsias entre os funcionários da escola.
Os documentos não foram de grande valia para por fim aos desacordos sobre o quanto os funcionários da escola tinham conhecimento das perseguições sofridas por Phoebe. Segundo declarações de Darby O’Brien, porta-voz dos pais da garota, antes do início das aulas, em setembro, uma tia de Phoebe contou a uma assistente da diretoria que a garota tinha sido vítima de bullying na escola na Irlanda e talvez precisasse de ajuda.
Em entrevista, Gus Sayer, superintendente da escola, respondeu a afirmações dos pais e dos documentos, que diziam que havia professores por perto em momentos de agressão (quando Velazquez (uma das agressoras) se dirigiu a Phoebe gritando palavras obscenas na cantina da escola, por exemplo). Sayer declarou que Phoebe estava indo bem na escola, mas, depois de um incidente ocorrido em novembro, o qual ele não poderia detalhar, funcionários perceberam que ela tinha se tornado triste e começaram a monitorá-la.
“Nós tínhamos consciência de que algumas coisas haviam mudado para Pheobe, mas desconhecíamos qualquer tipo de bullying”, disse Sayer (superintendente da escola). “Se ela tivesse falado que estava sendo assediada teríamos tomado uma atitude imediatamente”.
Sayer diz que administradores da escola só ficaram sabendo do bullying cerca de uma semana antes da morte de Phoebe, quando dois dos incidentes descritos no documento foram relatados. Em um deles, um professor viu Velazquez levar Phoebe às lágrimas antes da aula e relatou o fato. Segundo documentos judiciais, Velazquez, que já tinha sido ouvida repreendendo Phoebe e havia dito que “lhe daria um soco na cara”, recebeu suspensão por um dia.
De acordo com os promotores, o assédio teve início depois que Phoebe teve curtos relacionamentos com garotos de dois grupos sociais diferentes. No mês de novembro, um aluno do último ano do colegial e astro do futebol chamado Mulveyhill, terminou seu relacionamento com a caloura Phoebe, e reatou em seguida com Narey – estudante do penúltimo ano. Mulveyhill se juntou a Narey e ao amigo Longe para menosprezar Phoebe. Os promotores também declararam que, em dezembro, Phoebe teve um relacionamento curto com Renaud, despertando a raiva de sua namorada ocasional, Mullins, e de sua amiga Velazquez.
Mullins mais tarde espalhou na escola que iria “bater em Phoebe”. Amigos de Phoebe contaram aos promotores que a garota havia confessado a eles que “estava com medo e queria ir pra casa”, procurando em seguida um funcionário da administração da escola. Mais tarde, porém, ela voltou à aula dizendo que nada estava sendo feito e que ela ainda estava com medo.
Sayer confirmou que, por pelo menos uma vez, Phoebe já tinha chegado aos prantos à procura de um funcionário da escola, embora não estivesse claro de que se tratava do mesmo incidente; entretanto, ela não deu queixa de estar sofrendo bullying.
Segundo documentos do processo, no dia 13 de janeiro Phoebe descreveu as ameaças físicas a uma amiga, dizendo também que a escola “tinha se tornado praticamente intolerável ultimamente”. No dia seguinte as perseguições se intensificaram.
Phoebe tentou ignorar as provocações. Mas, segundo documentos do processo, quando a garota caminhava pelos três blocos em direção à sua casa naquela tarde, Longe passou por ela em um carro e arremessou uma lata de bebida energética contra a garota. Em seguida, chamou-a por um nome ofensivo e deu uma gargalhada. Phoebe chegou em casa chorando e naquela tarde foi encontrada por sua irmã mais nova pendurada por uma echarpe na escadaria do apartamento.   




Velazquez (agressora)










Sayer (superintendente da escola)


    

   Renaud (ex-namorado de Phoebe)
  







Darby O’Brien (porta-voz dos pais de Phoebe)






 Mulveyhill (ex-namorado de Phoebe e agressor)



Mullins (agressora)









Narey (agressora)









2 comentários:

  1. que horoo viu oque o bullying pode fazer? é bom não praticar e nem sofrer!

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  2. Será que existe coração dentro dessas pessoas? Se existe é de pedra, frio,duro e FEIO. Que nem o que eles fizeram. Isto é desumano! Por mim é perpétua e ainda espero que os 'çolegas''de cela deles pratiquem bullying só para eles sentirem na ALMA o que fizeram.

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